sábado, 29 de setembro de 2007

Alguns Negócios Surgidos com Uma Guerra

Quando os E.U.A. e seus aliados decidiram invadir o Iraque, derrubar o governo de Saddam Hussein, e implantar naquele país uma "democracia" (na verdade, uma fachada de democracia) aliada a um sistema econômico tal qual impõem a diversos países do mundo, não o fizeram apenas objetivando colocar governantes, legisladores e juristas que lhes servissem de fantoche nos postos-chave daquele país, a fim de obter vantagens no comércio de petróleo e seus derivados com o país em pauta. O fizeram também com a intenção de apoderar-se de outros setores industriais estratégicos, além do de serviços essenciais. De igual modo, o fizeram com o intento de ganhar contratos de reconstrução da infra-estrutura que seria em grande parte destruída, através de suas empresas e as dos países que os apoiaram, entre outros business.

Obviamente, o que construíram e reconstruíram naquele país não o fizeram gratuitamente através de suas empresas. Alguém pagou por esses serviços, seja através dos recursos pagos ao Estado iraquiano por meio de impostos, seja através de prestação de serviços mal remunerados para as empresas transnacionais encarregadas das reconstruções do que as forças armadas de seus próprios países destruíram. Ou seja, além de verem o seu país ser destruído e espoliado, seus entes queridos serem mortos ou aleijados, os iraquianos pagaram contribuíram fortemente para que mais e mais riquezas fossem transferidas de seu país para as elites nacional e transnacional.

Como se não bastasse tudo o exposto até aqui, os iraquianos ainda tiveram de aceitar as ações de forças de segurança privadas (ou terceirizadas) pelo governo dos E.U.A., as quais não se submetem aos códigos de guerra (se é que existe mesmo códigos de conduta em ambientes de guerra) que visam à preservação de civis e a não execução dos combatentes inimigos que tombam feridos e/ou se rendem, entre outras normas mínimas. Gozando desta condição, essas forças de segurança sentiram-se muito mais à vontade para atirar em quem quisessem, e o fizeram. Seus projéteis atingiram combatentes que de fato lhes atacaram, mas alvejaram também civis ou insurgentes rendidos, feridos e desarmados.

Quem quiser, leia uma matéria relacionada a este tema e publicada na Carta Maior. (copie e cole o endereço em seu navegador)

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14635