Alerto aos que farão a leitura do texto abaixo que o mesmo ainda está sendo construído com base em leituras das mais váriadas fontes, bem como na assistência a exposições e debates de pensadores favoráveis e contrários a essa ideologia, havendo a necessidade de que se passe um certo período de tempo para que possa ser usado como uma das referências a serem usadas em pesquisas e trabalhos escolares sobre o tema - se é que existe essa pretensão por parte do leitor(a), já que se trata de um conteúdo resumido e que muito possivelmente deixe a desejar em diversos pontos analizados.
O liberalismo se inicia na Inglaterra do século XVII, antes mesmo de o pensador escocês Adam Smith ter escrito uma de suas obras, An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations – Uma investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações –, através dos estudos, reflexões e escritos do pensador inglês John Locke, no contexto de duas revoluções havidas naquele país, quais sejam: a Revolução Puritana (aproximadamente de 1642 a 1648) e a Revolução Gloriosa (em 1688).
A classe burguesa, em ascensão na Inglaterra, havia se servido do Estado para o seu próprio enriquecimento e fortalecimento durante longos anos de vigência do Absolutismo neste país, mas a partir da primeira metade do século XVII, aliou-se a parte do que seria a nobreza feudal para implementar mudanças visando ao seu próprio fortalecimento político e econômico.
[aqui, inserir mais um parágrafo abordando o aspecto histórico antes de entrar nas idéis de John Locke em linhas gerais].
Em linhas gerais, John Locke sustentava a instalação de uma monarquia parlamentarista – tal qual Lord Anthony Ashley Cooper, o Conde de Shaftesbury , um de seus grandes apoiadores - e defendia três valores que considerava essenciais a serem resguardados pelo Estado: a liberdade, a propriedade privada e a vida. Da mesma forma contestava as teses justificadoras do poder absoluto por parte dos monarcas e a possibilidade de governarem sem a aprovação de seus súditos com base em uma suposta autoridade concedida por Deus.
Observações importantes:
1) atentem para o fato de que no o século XVIII ocorreram a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos da América, dois eventos nos quais houve influência do pensamento de John Locke sobre os que pretendiam uma revolução burguesa ou a independência de seu país com relação a sua metrópole e a instalação de um governo controlado pela burguesia, casos respectivos de França e de Estados Unidos da América.
2) Pesquisem sobre os conceitos e fatos históricos abaixo para que possa compreender melhor o texto sobre a origem do liberalismo:
A Revolução Puritana A Revolução Gloriosa 3) Referências à existência de um embrião do que viria a ser o pensamento liberal antes mesmo de John Locke podem ser econtradas no conceituado livro de E. K. Hunt, História do Pensamento Econômico, no qual são citados os nomes de Dudley North, William Petty, Bernard Mandeville , entre outros, como alguns exemplos de pensadores que já se opunham às interferências do Estado na economia ainda no período mercantilista.
Alguns textos sobre o liberalismo que considerei bons e muito bons existentes na própria internet:
Liberalismo clássico: origens históricas e fundamentos básicos Fatos e teses (ou interpretações de fatos) a serem considerados ao lerem o texto de minha autoria sobre a origem do liberalismo:
1) Não se deve confundir o liberalismo defendido por John Locke com a corrente anarcocapitalista existente em certos espaços de exposição de pensamento e discussão. Esta surge provavelmente com Carl Menger e Eugen von Boehm-Bawerk, na Áustria do século XIX, e defende uma diminuição drástica ou até extinção do Estado que não se enquadra no pensamento lockeano. Há um texto neste link
http:// carloscastelo .blogspot.com /2009/04/ sobre-os-principios-basicos-e.html (junte as partes separadas pela tecla tab e copie e cole o endereço no seu navegador)
que descreve o que seria essa escola.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1) Huberman, Leo - História da Riqueza dos Homens
2) Hunt, H. K. - História do Pensamento Econômico