Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Mais uma estratégia
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Segunda-feira, Julho 06, 2009
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
O império da indiferença
A ausência de sentimento a que me refiro chama-se indiferença. Não sei se a indiferença é mesmo uma ausência de sentimento em relação a alguém ou a algo, ou se se confunde com o desprezo, o profundo desprezo
Emergem, então, duas consequências dessa indiferença e desse desprezo pelos citados: a exclusão. A exclusão de quê ou de quem? Dos lixos ambulantes não-recicláveis, quais sejam, seres da espécie Homo sapiens que não estão e/ou não têm potencialidade para estar cliente, empreendedor ou funcionário altamente especializado, bem como de tudo que não contribua de algum modo para a maximização da satisfação dos desejos da espécie humana integrante da elite econômica nacional e transnacional.
No entanto, por vezes a indiferença, o desprezo e a exclusão não são o suficiente para essa elite contentar-se. Surge então até mesmo o ódio pelos Homo sapiens considerados inúteis citados. E desse caldo todo brotam, como gremlins regados com água (para quem assistiu ao filme de Steven Spielberg), os atos de violência, muita violência por parte dessa elite e de suas forças armadas. E esta violência não se restringe ao atentado contra a vida - humana ou não - e nem mesmo à violência física. Abarca muito mais, em forma de atos e atitutes que mesmo nós, opositores da ideologia da exclusão e da destruição do ecossistema, cometemos sem perceber, ou mesmo percebendo, em nosso dia-a-dia, seja contra nosso próximo, seja contra o ecossistema.
Para fechar com chave de títulos promissores ($ Plin Plin) do mercado financeiro, tenho a impressão, que cada dia parece transformar-se em uma convicção, de que caminhamos para uma barbárie inimaginável.
Por fim, e agora finalizando mesmo, surge um dos títulos das obras de Istvan Meszaros: [aquilo que todo neoliberal e anarco-capitalista, além de alguns falsos social-democratas odeiam] ou barbárie.
Observação: este artigo é uma adaptação de um "post" que escrevi em uma comunidade cibernética de discussão, o qual foi sendo lapidado aos poucos.
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Reajuste de preços de serviços essenciais
Aqui cabe lembrar que, além das acusações as mais diversas sobre o processo de privatização em si, dessa e de outras empresas de serviços essenciais, houve muitas demissões de funcionários da ex-estatal (li em um jornal, da época que essas chegaram a casa do milhar) assim que ela foi adquirida por (entre outras) uma empresa norte-americana. Ressalte-se também o apoio maciço que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social), banco pertencente ao governo federal, deu aos que adquiriram a maior parte das ações dessa empresa de serviço essencial.
Atente para o fato de que uma das empresas que recorreu ao BNDES para adquirir a maior parte das ações da eletropaulo não era nenhuma empresa brasileira de médio ou grande porte necessitada de capital - mesmo que tivesse sido, eu teria sido contra a privatização da eletropaulo, destaque-se. Tratava-se de uma transnacional do país mais rico (e imperialista) do mundo.
Saibam ainda que os partidos dominantes no governo FHC (PSDB, PFL - atual Democratas, PMDB e outros) aprovaram a criação, na época, de umas tais agências reguladoras, entre as quais constam a ANEEL, para fiscalizar o cumprimento dos contratos de longo prazo, os quais foram significativamente favoráveis às empresas que adquiriram as ações das ex-empresas estatais de serviços essenciais.
E para finalizar, pesquisem sobre o que fez com as ações a empresa norte-americana que adquiriu a maior parte delas no leilão de privatização da eletropaulo, após a passagem de um certo tempo, e quem lhe subsidiou com empréstimos enquanto detinha a maioria das ações da ex-empresa estatal paulista.
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Quarta-feira, Julho 01, 2009
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Sábado, 20 de Junho de 2009
Um sistema de estelionato e espoliação
"Algo cheirava podre quando eu me tornei o que eles chamam de 'equipe mundial algumas coisas já começaram a aparecer. Nesse ponto você passa a ter treinamentos onde as coisas vão ficando mais claras. Você começa a saber que o sistema sobrevive às custas do dinheiro dos distribuidores, se eles vendem ou não o produto é um mero detalhe, problema deles, o importante é que comprem, estoquem, joguem no lixo se quiser. Nas reuniões cansei de ouvir a liderança dizer que 'nesse evento temos que convencer as pessoas a fecharem supervisão...' (que corresponde a comprar R$9000,00 em produtos) '...pois isso nos garantirá quase R$1000 de comissões', ou então 'precisamos convecê-los a trazer pelos menos 5 pessoas no próximo evento" ou ainda "temos que mexer com o sonho das pessoas, desse jeito a gente os convence a vender até a mãe'." (Denúncia de ex-participante de um sistema de pirâmide existente no site do Reclame Aqui, cujo link consta no final de meu texto)
Muitos ou pelo menos alguns de nós já fomos assediados por alguém que, aproveitando-se de nossa condição de desempregado(a) ou subempregado(a) e sem perspectiva de inclusão no mercado formal de trabalho, alimentou-nos com alguma esperança de emprego ou renda estável mediante atividade ligada a vendas e network, mas que na verdade não passava de sistema de pirâmide. Ou ainda, de alguma proposta de emprego aparentemente muito promissora, mas que consistia em um esquema fraudulento de seleção e recolocação de pessoal feito por pessoas e empresas inidôneas.
É verdade que pelo menos uma parte dos que se associam a esses sistemas (principalmente dos que são enredados por sistemas de pirâmide), não são pessoas desempregadas e sem recursos, muitas das quais com a auto-estima fortemente golpeada e já na condição de dependentes de entes queridos, mas sim pessoas relativamente situadas no sistema capitalista, e movidas por muita ambição. Mas o convite à reflexão que deixo aqui é para que pensemos nesses sistemas como produtos do capitalismo sob a égide neoliberal a vitimar os que dependem do trabalho para a subsistência. Ao final deste texto constam links de exemplos a serem lidos, apesar de que por vezes a compreensão do modus operandi dos estelionatários não ser facilmente compreensível aos comuns entre os mortais - entre os quais eu me incluo.
Com a intensificação da robotização e informatização de sistemas produtivos e de prestação de serviços, além dos avanços nas tecnologias de comunicação e de transporte, todos eles ocorrendo concomitantemente ao ressurgimento do liberalismo real (o neoliberalismo), por volta do final dos anos 1970, milhões de seres humanos dependentes do trabalho para a subsistência se tornam mais descartáveis do que já o eram. Sob essa condição, estes se veem obrigados a submeter-se a trabalhos insalubres e pessimamente remunerados, ainda não abarcados pelas tecnologias inutilizadoras do trabalho humano.
Se antes da implementação e do aprofundamento do liberalismo real havia o mecanismo da inflação que subtraía parcela significativa da renda dos mais pobres, a partir da adoção desse sistema pelos mais diversos países iniciou-se um aumento exponencial do desemprego e da sub-humanização das condições de trabalho dos que dele dependem. De igual modo, passaram a proliferar os assédios mais diversos, por parte de estelionatários, cujos alvos eram pessoas desempregadas que ainda possuíam alguma renda, as quais eram oferecidos algum emprego ou empreendimento promissor pelos quais deveriam em um primeiro momento pagar, mas que, em um segundo momento, lhes trariam a tão sonhada renda estável acompanhada de dignidade.
Ledo engano, pois grande parte desses falsos empregos ou autoempregos nada mais eram do que puro estelionato, mal combatidos ou até deixados impunes pela maior parte dos governos e instituições existentes no sistema liberal real (o neoliberalismo).
Por motivo de segurança, coloquei os links abaixo sem o direcionamento para os sites onde se encontram o texto de Ricardo Antunes e os de denúncias de diversas fraudes mencionadas no artigo acima. Quem quiser lê-los deve copiá-los e colá-los na barra de navegação de seu navegador.
A Erosão do Trabalho
http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=21881
Denúncia de Sistema de Pirâmide do site Reclame Aqui (1)
http://www.reclameaqui.com.br/106383/herbalife/perca-um-pouco-de-tempo-mas-por-favor-leia
Denúncia de Sistema de Pirâmide do Site Reclame Aqui(2)
Denúncia contra empresa de recolocação publicada Pela revista Você S/A
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/04/252310.shtml
Denúncia contra empresas de recolocação publicada Pelo site Jurídico Brasil
http://www.juridicobrasil.com.br/portal/index.php?tipo=2&cod=2&id_noticia=245785
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Sábado, Junho 20, 2009
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Domingo, 14 de Junho de 2009
Os Trolls estão Soltos
Ora, se eu não sei nada de X, nem de Y, nem de Z, supondo que essas letras abarquem todos os conhecimentos essenciais à compreensão mínima do si mesmo, da vida e do sistema ao qual estou subordinado, logo sou um insignificante para ele próprio, Troll. Assim sendo, por que esses Trolls se incomodam tanto comigo e com quem pensa igual ou semelhantemente a mim, hein? Somos apenas poucas centenas de opositores do neoliberalismo em uma ou outra comunidade de discussão virtual na qual expressamos nossa oposição a esse sistema. Além disso, esses Trolls nos veem como incapazes de contra-argumentar suas teses científicas.
Ora, se defendemos nossas teses e contra-argumentamos as deles, Trolls, como "crianças de 5 anos", qual o perigo real que oferecemos para os ganhos desses doutores no mundo das finanças por vezes escondidos em perfis falsos? Qual o perigo real que oferecemos para os Trolls empreendedores, que trabaiam pra carai em suas empresas, e que não têm tempo sequer para escreverem no Orkut? Ops ... , peraí ...será que não têm mesmo? Lógico que têm, e bastante, hein. Sim, pois já vi mais de um que se dizia empresário ou consultor do mercado financeiro dispor de período significativo de tempo para combater "os grandes culpados de eles não ganharem a quantia de dinheiro que poderiam estar ganhando caso não existíssemos".
Chamem o Dr. Freud, pois há crianças imaginando-se adultas e dizendo que as crianças são os que se opõem a sua cartilha do Caminho Único, nunca elas próprias.
Os Trolls devem ser combatidos como Trolls. Os fanáticos, não somente por um time de futebol, mas também pelo site Mises.org (site preferido de muitos liberais e anarco-capitalistas), idem (mesma coisa).
Não se deixem enredar, companheiros de oposição ao neoliberalismo e ao anarco-capitalismo. Se interromperem o fornecimento de energia para os Trolls, eles cairão fora e só retornarão a esses espaços de discussão virtual quando houver novo sinal de vida. Deixemos eles pensar que arrebentaram com seus inimigos reais, com a razão de ser de eles não serem melhores do que são. Cedo ou tarde a realidade vem e lhes dá uma lição. E esta lição consiste na própria realidade de que não há pior inimigo do sistema que tanto idolatram do que eles mesmos, e não os inimigos imaginários que suas respectivas psiques criaram para justificar seus ganhos aquém de suas expectativas.
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Domingo, Junho 14, 2009
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Contra o Voto em Lista Fechada
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Domingo, Junho 14, 2009
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
O real significado do "impostômetro"
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Sábado, Janeiro 17, 2009
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Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
A Expressão "Cabides" de Emprego
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Terça-feira, Dezembro 09, 2008
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Domingo, 7 de Setembro de 2008
Minha Ideologia
Após a barbárie a que me refiro, poderá ocorrer também de nada advir além de um retorno à Idade Antiga, ou mesmo à Pré-História (vide divisões da História Geral), coisa mais facilmente imaginável para autores e diretores de filmes de ficção.
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Domingo, Setembro 07, 2008
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Sábado, 9 de Agosto de 2008
Cronometrados até Quando Vão ao Banheiro
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Sábado, Agosto 09, 2008
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Domingo, 1 de Junho de 2008
O Conceito de Liberdade e o Homo Sapiens "demens"
Em certo momento, este ser demens instituiu a propriedade e cercou-a, arregimentando outros para defendê-la. Ainda não satisfeito, apoderou-se de outras que não lhe pertenciam. Mas nem todos da mesma espécie conseguiram apossar-se e ser bem sucedidos na defesa e na administração de suas propriedades, sendo, portanto, condenados ao trabalho escravo, ao trabalho na condição de servo ou, quando do predomínio do sistema capitalista, na de proletário. Atualmente, muitos nem proletários mais o são: o sistema os transformou em lixo ambulante não-reciclável, leia-se lixo orgânico putrefato e que não serve mais para nada.
Pois é, caro leitor, a liberdade defendida por liberais e anarco-capitalistas (libertários de direita) consiste na liberdade para apropriar-se (sim, apropriar-se, pois nada do que existe foi criado por eles, ou criado a partir do nada) e tornar-se o "legítimo proprietário" de terras e bens os mais diversos, reais e virtuais, sem que o maldito Leviatã, o Estado, se aposse de seus bens ou sequer lhes cobre um imposto sobre seu valor ou rendimento. A este ser "ladrão", monstruoso e maldito (o Estado) só é dado o direito de tributar-lhes a renda e a riqueza quando e se unicamente para serem direcionadas à defesa de suas propriedades e às forças armadas coercitivas (neste caso sim, eles aceitam a coerção) para que contratos firmados sejam cumpridos à risca, independentemente do que signifiquem em termos de preservação da vida e da dignidade humanas, e igualmente de outras espécies, animais ou vegetais.
Os Homo sapiens demens se apoderaram do que não lhes pertencia e não criaram nada a partir do nada, mas mesmo assim arrogaram para si o direito de possuir propriedades, bens e patentes sobre o que não lhes pertencia nem lhes pertence. E a liberdade raivosamente reivindicada por esses Homo sapiens demens, liberais e anarco-capitalistas, tal qual já foi exposto no parágrafo anterior, consiste em proteger seus bens e a inviolabilidade dos contratos por eles firmados com outros de mesma condição social e econômica, ou de condição inferior e que dependem do trabalho para sua própria subsistência e de seus entes queridos. E não apenas para que o ignóbil Leviatã os proteja e a suas riquezas somente destes últimos, mas também do próprio e maldito Leviatã (o Estado) que, de súbito, poderia vir a ser conduzido por alguma espécime Homo populista que quisesse tirar-lhes alguma coisinha a mais do que apenas e tão-somente o necessário para as funções típicas de um Estado mínimo já descritas.
Eis um resumo a grosso modo porém verdadeiro do conceito de liberdade dos seguidores de Ludwig von Mises, Friedrich August von Hayek, Murray Rothbard, Milton Friedman, Ayn Rand e outros Homo sapiens demens.
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Domingo, Junho 01, 2008
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Domingo, 25 de Maio de 2008
Auschwitz sem Cercas
Estão livres, mas não para se alimentarem adequadamente quando estiverem com fome.
Estão livres, mas correm risco eminente de constarem entre as vítimas de todo tipo de violência, e de serem assassinados, pois não possuem a moeda dos incluídos para comprar, financiar ou alugar uma habitação na qual se sintam (e estejam de fato) protegidos.
Estão livres, mas não são nem serão atendidos por médicos muito bons em igualmente muito bons hospitais. Estes são privilégios dos incluídos no sistema que exclui aos montes.
Estão livres, mas somente terão água tratada para beber e hieginizarem a si mesmos e suas residências (se habitarem em uma digna do nome) se puderem pagar por esse serviço e pelo de coleta de esgotos, ambos privatizados sob o sistema neoliberal.
Estão livres, mas não terão educação na quantidade e qualidade necessárias para uma melhor compreensão do mundo, nem para que esta os transforme em "capital humano", pois esta condição será privilégio de poucos sob o sistema cujas características mais marcantes são a marginalização e inutilização da maioria.
Estão livres, mas não para viver, pois para viver é necessário pagar, e para pagar é necessário ter renda, e para ter renda é necessário estar incluído, e para estar incluído é necessário ser parte da elite, e para fazer parte desta é necessário estar e/ou ter potencialidade para estar cliente, empreendedor ou funcionário altamente especializado (1).
Vêm a minha imaginação os rostos arrasados e os corpos esquálidos de judeus, ciganos, comunistas, socialistas, deficientes mentais, homossexuais e tantos outros, encarcerados e assassinados nos campos de extermínio nazistas; e comparo estes rostos com os dos miseráveis brasileiros (entre os quais constam os moradores e moradoras de rua), os quais estão livres, mas, ao mesmo tempo, estão aprisionados.
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Domingo, Maio 25, 2008
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Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Eles Querem Demitir ... e muito - PLP 248/1998
É verdade que há uma parcela de maus funcionários públicos, mas os estatutos existentes são suficientes para dar conta deles e, se for o caso, desligá-los da função pública. Mas os maus, diferentemente do que muitos crêem, não são a maioria.
Diante dos cenários expostos, chega-se à conclusão de que parte significativa dos funcionários públicos correrá o risco de ser demitida e terá a sua vida arruinada tais quais muitos dos que trabalhavam nas antigas empresas estatais privatizadas. E isso se dará em uma condição pior do que a destes últimos, já que os que são regidos por estatutos não têm direito às indenizações (dos submetidos à CLT) citadas em parágrafo anterior. Diante do exposto, sem dúvida alguma mais renda será espoliada daqueles que necessitam do trabalho para a subsistência e transferida para os que estão no topo da pirâmide social e econômica.
COMO ACOMPANHAR A TRAMITAÇÃO DESSE PLP.
É possível acompanhar a tramitação desse PLP através da página da Câmara dos Deputados. (Copie e cole o endereço abaixo na barra de seu navegador).
http://www2.camara.gov.br/proposicoes
Também é possível ler o texto do PLP na íntegra na página abaixo (copie e cole o endereço na barra de seu navegador):
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Projetos/Plp/plp248.htm
Quanto mais funcionários públicos e seus parentes e dependentes ficarem conscientes do que signfica a aprovação desse PLP, melhor. E mais importante ainda é que saibam quais partidos e quais deputados federais e senadores pretendem aprovar o PLP 248/1998 . Se entre os partidos, deputados federais e senadores dispostos a aprovar o referido projeto constam aqueles nos quais votaram nas últimas eleições, convém refletir seriamente se persistirão no erro votando neles ou se passarão a escolher com muito mais cuidado o seu deputado federal e senador.
Lembro-lhes de que não adianta um deputado federal ou senador isoladamente ser contrário à aprovação do PLP em questão se a liderança do partido dele (ou dela) orientar seus subordinados a votarem a favor dele (do PLP). Portanto, pesquisem a fundo quais deputados e senadores são favoráveis e quais são contrários a esse PLP. E, principalmente, quais partidos são favoráveis a esse PLP e quais são contra.
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Sexta-feira, Maio 23, 2008
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Quinta-feira, 27 de Março de 2008
A Inutilização do Ser e o Endeusamento do Cliente e do Capital
Automatizam-se os meios de produção e de prestação de serviços de modo a substituir pessoas que dependem do trabalho para sobreviver. Softwares (a grosso modo, sistemas operacionais, aplicativos e programas) e equipamentos modernos substituem funcionários administrativos. Introduz-se o downsing, o programa de qualidade total, o just-in-time e outros sistemas ditos modernos e essencias à sobrevivência das corporações (as empresas). Amplia-se cada vez mais a mecanização da produção agrícola, dispensando os que tiravam seu sustento do trabalho em terras alheias. Neste novo sistema de produção internacionalizado (ou globalizado) e "competitivo" - na verdade, dominado por grandes e poderosos oligopólios - a produção e até mesmo a prestação de serviços se fragmentam, deixando o país no qual situam-se suas matrizes, e se fixando provisoriamente em países nos quais os impostos cobrados, as leis trabalhistas, os salários pagos e a legislação de proteção ao ecossistema, entre outros quesitos, lhes propiciam maiores lucros.
Nas mais diversas corporações (empresas) e instituições financeiras, nacionais e transnacionais, radicalizam-se os processos de terceirização e contratação por tempo determinado. E como se não bastasse isso e o exposto no parágrafo anterior, grassam as discriminações nos processos de recrutamento e seleção de candidatos(as) a emprego e, consequentemente, a exclusão dos discriminados pelos mais diversos motivos: idade, gênero, aparência, etnia, cor, classe social, pelo quantidade de tempo em que se está desempregado, pela quantidade de tempo em que ficou nos últimos empregos e muitos ... muitos outros.
Sofisticam-se sistemas financeiros de modo a enriquecer pouquíssimas pessoas a partir de expectativas de crescimento dos lucros e de aumento do capital das empresas das quais possuem ações, além de enriquecerem por meio de ataques especulativos a moedas tendentes à desvalorização, através da especulação com comercial papers, ou da venda de ações de empresas cuja contábilidade foi fraudada para demonstrar lucro e expectativas de lucro inexistentes. E todo esse enriquecimento de pouquíssimas pessoas se dá sem que haja investimento em atividades ligadas à produção de bens e de serviços no mundo real, como se fosse uma máquina de gerar dinheiro a partir do nada.
Neste novo mundo em que detentores do capital minimizam cada vez mais seus custos, e aumentam exponencialmente seus lucros, existem apenas três entes: o empreendedor, o funcionário altamente especializado e o cliente. Somado a estes, impõe-se o ambiente político, econômico e institucional da elite econômica que controla o Estado: a coerção para que os contratos firmados sejam rigorosamente cumpridos, o Estado mínimo para as áreas de proteção à vida e à dignidade da pessoa humana, e Estado grande o suficiente para as ligadas à de segurança e de proteção à propriedade privada. O resto ... que resto? Existe algum resto? Se não se incluem em qualquer dos três entes citados, simplesmente não existem. E se insistem em existir e se opor a esse sistema devem ser anulados ou aniquilados.
Sob o sistema descrito, o ser humano em si, desvinculado do estar e/ou de ter potencialidade para estar cliente, empreendedor ou funcionário altamente especializado é como um lixo orgânico putrefato e inútil (ou, se preferirem, lixo ambulante não-reciclável, conforme expressão criada por ... terá sido eu o primeiro a usar essa expressão? ... em discussões cibernéticas).
A maioria de nós pertence aos "a gente somos inútil", e isso se dá em razão da probabilidade significativa de passarmos da condição de prestadores de serviço, ou de empregados com remuneração suficiente para a própria subsistência e de poucos entes queridos, à de desempregados ou subempregados crônicos sem remuneração ou com remuneração insuficiente. E, em qualquer destas últimas condições, não são poucos os que cruzam a fronteira da vida minimamente digna em direção à sub-vida.
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Quinta-feira, Março 27, 2008
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Sábado, 3 de Novembro de 2007
Estabilizou-se a Inflação? A que Preço?
Sustenta-se, entre parte significativa dos economistas e outros que se beneficiam da chamada financeirização da riqueza, que uma das formas de se obter a estabilidade monetária é através da vinculação da moeda desvalorizada a uma outra (ou algum ativo) cujo poder de troca permaneça estável. Se há um aumento do meio de troca usado para adquirir produtos ou contratar serviços (a moeda ou outro ativo), quando este for percebido pelos agentes econômicos a tendência é de que estes reajustem os precos de seus produtos e/ou serviços.
A partir do ponto de vista do parágrafo anterior, a principal razão da inflação brasileira estaria no excesso de gastos por parte do Estado finaciados por emissão de moeda sob o controle deste e sem os correspondentes aumentos de produtos e serviços na mesma proporção. Uma outra causa da inflação estaria no fato de muitos preços da economia brasileira estarem indexados a algum índice de reajuste.
Assim sendo, uma das formas de se combater a intensidade e a frequência do aumento de diversos preços seria através do controle da moeda por meio da contenção de gastos de seu próprio controlador e emissor: o Estado. E este controle deveria adequar-se ao montante arrecadado com os impostos. A outra, complementar a esta, seria encontrar uma forma de desindexar pelo menos parte significativa dos preços, entre os quais constam, fundamentalmente, o dos salários pagos aos que dependem do trabalho para a subsistência.
Uma outra forma de combate à inflação seria através da troca de títulos públicos e outros ativos rentáveis por recursos vindos de agentes econômicos privados (nacionais e transnacionais), de tal forma que estes últimos obtivessem ganhos com essa transação na forma de juros e correção monetária; e, da parte do governo, este teria como cobrir suas despesas mesmo que estas excedessem o montante arrecadado com os impostos.
Por fim, uma outra opção seria combinar adequadamente a primeira e a segunda forma de combate à inflação, expostas nos dois parágrafos anteriores, com um programa de reformas institucionais e econômicas entre as quais constariam as privatizações de diversos setores produtores de bens (siderúrgico, petroquímico, etc) e de serviços (o de telefonia, o de fornecimento de gás encanado e o de energia elétrica, entre outros) pertencentes ao Estado tendo por um dos objetivos atrair moeda estável (dólares, principalmente), além de favorecer empreendedores e investidores (nacionais e estrangeiros). Foi esta terceira forma de combate à inflação, exposta a grosso modo, a escolhida pela futura equipe econômica de Fernando Henrique Cardoso na elaboração do Plano Real, em 1994, ainda sob o governo de Itamar Franco.
Usando como chamariz taxas de juros as mais altas do mundo, aceitando a conversão de títulos públicos expressos em dólar, leiloando empresas estatais de serviços públicos essenciais e produtoras de minérios e energia estratégicos, desregulamentando a economia e abrindo-a para os produtos e investimentos (em produção e especulativos), além de usar um banco estatal e federal para sanear as ex-empresas estatais, e igualmente para emprestar recursos aos seus novos acionistas privados (nacionais e transnacionais), entre outras medidas altamente favoráveis ao capital (seja nacional, seja transnacional) o governo brasileiro de Fernando Henrique Cardoso conseguiu atrair montanhas de dólares para o Brasil.
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Sábado, Novembro 03, 2007
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Domingo, 14 de Outubro de 2007
Onde se Refugiarão Os Excluídos?
Durante muito tempo de minha vida estive na condição do último grupo citado, e sei da importância de um lugar público como uma biblioteca para a leitura, desenvolvimento intelectual e (por que não?), espaço para descanso daqueles que vão ao centro distribuir currículos em agências de emprego, em lojas e em empresas. Mais difícil é para os dois grupos citados em primeiro e segundo lugar no parágrafo anterior. O segundo grupo citado passa pela privação de não ter dinheiro para pagar o transporte de ida ao centro e retorno a suas casas, tampouco para o almoço ou mesmo lanche em algum bar ou restaurante do centro. Já quanto ao primeiro grupo citado, o dos que fazem da rua a sua casa, tenho informações de que também freqüentam a referida biblioteca para leitura e, provavelmente, nas poucas horas que permanecem por lá têm a oportunidade de esquecer sua triste condição de subvida. Isso quando obtêm a permissão para adentrá-la, pois muitos desses sequer possuem documentos (pode-se dizer que perderam suas identidades em dois sentidos: no da perda do documento que leva este nome e, igualmente, o do ponto de vista psíquico), e sei que lá eles são exigidos como condição para a entrada.
Pior ainda é saber que a Biblioteca Mário de Andrade consiste também em um dos pouquíssimos lugares públicos nos quais os que vão ao centro podem usar o banheiro sem o constrangimento de ter de pedir, muitas vezes cabisbaixo e como que pedindo uma esmola, para que algum dono, gerente ou funcionário de estabelecimentos comerciais os autorizem a usar os sanitários de uso privativo deles próprios e de seus clientes. Havia, inclusive, um shopping center, nas imediações, em que o uso dos sanitários era (talvez ainda seja) cobrado, diferentemente de muitos outros shoppings situados em regiões nobres. Estes "detalhe", envolvendo uma necessidade fisiológica essencial do ser humano, seria cômico se não fosse trágico.
O fechamento temporário e uma possível elitização dos freqüentadores da biblioteca em questão, além de outros fatos ocorridos no centro da cidade de São Paulo, tais como uma certa campanha por sua "revitalização", tem me causado bastante tristeza, ao contrário do sentimento misto de alívio e alegria por parte de alguns cidadãos de classes privilegiadas, os quais desejam o referido espaço "limpo" e "revitalizado". Pois a impressão que tenho é a de que esta limpeza e revitalização consistirá na perseguição e na expulsão de grupos que moram nas calçadas, nas praças e sob os viadutos, ou dos que vão ao centro em busca de meios de subsistência, trabalho ou emprego.
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Domingo, Outubro 14, 2007
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Sábado, 29 de Setembro de 2007
Alguns Negócios Surgidos com Uma Guerra
Obviamente, o que construíram e reconstruíram naquele país não o fizeram gratuitamente através de suas empresas. Alguém pagou por esses serviços, seja através dos recursos pagos ao Estado iraquiano por meio de impostos, seja através de prestação de serviços mal remunerados para as empresas transnacionais encarregadas das reconstruções do que as forças armadas de seus próprios países destruíram. Ou seja, além de verem o seu país ser destruído e espoliado, seus entes queridos serem mortos ou aleijados, os iraquianos pagaram contribuíram fortemente para que mais e mais riquezas fossem transferidas de seu país para as elites nacional e transnacional.
Como se não bastasse tudo o exposto até aqui, os iraquianos ainda tiveram de aceitar as ações de forças de segurança privadas (ou terceirizadas) pelo governo dos E.U.A., as quais não se submetem aos códigos de guerra (se é que existe mesmo códigos de conduta em ambientes de guerra) que visam à preservação de civis e a não execução dos combatentes inimigos que tombam feridos e/ou se rendem, entre outras normas mínimas. Gozando desta condição, essas forças de segurança sentiram-se muito mais à vontade para atirar em quem quisessem, e o fizeram. Seus projéteis atingiram combatentes que de fato lhes atacaram, mas alvejaram também civis ou insurgentes rendidos, feridos e desarmados.
Quem quiser, leia uma matéria relacionada a este tema e publicada na Carta Maior. (copie e cole o endereço em seu navegador)
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14635
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Francesco de la Cruz
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Sábado, Setembro 29, 2007
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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2007
Até Quando Gerarão Expectativas Frustradas?
Abundam nas grandes e médias cidades brasileiras, e também no campo, jovens que não estão inseridos em nenhum tipo de processo de produção através do qual obtenham o seu ordenado e mantenham, construam ou reconstruam a sua auto-estima. Tendo consciência de que programas televisivos de entretenimento, shows com músicas e artistas consagrados, campeonatos de futebol e diversas outras atividades e dias festivos têm um limite como meios de alienação da realidade sofrida de milhões de comuns entre os mortais, surgem diagnósticos de pretensos sábios para justificar essa realidade. E entre as justificações, além do economicismo ininteligível, surge um outro: o precário nível de escolaridade e de qualificação profissional dos jovens brasileiros.
Como se fosse algo inevitável e não houvesse mesmo outro caminho a não ser o da implementação e do aprofundamento das reformas neoliberais, certos veículos de comunicação e alguns de seus grandes sábios nos informam que os altos índices de desemprego, existentes sob o sistema neoliberal - aumentados significativamente a partir dos anos de 1990 -, são simplesmente uma consequência da má preparação dos jovens para o mercado de trabalho. Se estes forem persistentes, se fizerem uma sequência de cursos profissionalizantes, se se (re)qualificarem, se forem devidamente orientados para as entrevistas de seleção, se se aplicarem nos estudos, entre outros quesitos de uma cartilha, certamente obterão o seu emprego. Obviamente a maior parte destes doutores jamais reconhecerão o caráter profundamente excludente do neoliberalismo, e menos ainda que bilhões de seres humanos servem a este sistema apenas como carvão a mover a poderosa máquina capitalista de vertente neoliberal.
A respeito do abordado aqui, leia o excelente artigo do economista José Carlos de Assis, da página Desemprego Zero.
www.desempregozero.org.br/editoriais/desemprego_jovens.php
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Francesco de la Cruz
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Sexta-feira, Agosto 10, 2007
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Quarta-feira, 18 de Julho de 2007
As Três Grandes Ameaças ao Sistema e à Espécie Humana
No entanto, apesar da aparente impavidez do sistema neoliberal, surgem pelo menos três grandes possibilidades de sua extinção. Infelizmente, não apenas do sistema que se pretende vitorioso, mas também da espécie humana.
A primeira maior ameaça que o neoliberalismo traz a si mesmo, e à sobrevivência do ser humano, é aquela que vem como consequência de vários anos de destruição de diversos ecossistemas, e que pode gerar catástrofes ainda não adequadamente conhecidas quanto ao tamanho e à abrangência. Esta destruição parece ter-se intensificado a partir da chamada Revolução Industrial (aproximadamente a partir da segunda metade do século XVIII), quando passou-se a produzir em série de forma muito mais intensa do que aquela feita de modo artesanal, e a utilizar-se nesta produção diversos insumos altamente poluentes (o carvão mineral, os derivados do petróleo, entre outros). Além deste tipo de poluição, contribuiu e continua contribuindo para chegarmos ao ponto em que estamos a derrubada de diversas florestas nativas, tendo como conseqüência a extinção de diversas espécies animais e vegetais, e colaborando decisivamente para o desequilíbrio do ecossistema.
A segunda maior ameaça à continuidade da espécie humana e, na esteira deste, ao próprio sistema neoliberal, poderá vir de dois dos subprodutos desse sistema, os quais certamente são rejeitados por seus defensores como sendo-lhes parte integrante: o imperialismo e a busca obsessiva por armas cada vez mais destruidoras, não apenas para a derrota de forças armadas de países rivais ou de sistemas que se lhe opõem, mas também como um empreendimento bastante rentável. Como prova disso, vide as indústrias armamentistas dos países imperialistas e implementadores do capitalismo selvagem e colonialista, que se constituíram em um negócio lucrativo com suas vendas de armas para diversos países e grupos armados, sendo-lhes vedadas apenas comercializar as de alta tecnologia e ainda não descobertas ou pirateadas por países rivais. Pois, se assim não procedessem, poderiam estar contribuindo para a derrota e destruição dos próprios países onde estão na condição de matrizes. A combinação de ambos, imperialismo e comercialização de armas de alto poder destrutivo poderá resultar em conflitos devastadores e ceifadores de vidas não mais circunscritos a pequenos espaços geográficos, mas atingir grandes porções do Planeta e extinguir a própria espécie humana.
A terceira maior ameaça ao Homo sapiens e ao próprio sistema neoliberal é a deterioração das relações interpessoais associada à implementação e ao aprofundamento desse sistema em diversos países do mundo, tendo como alguns de seus resultados o aumento da violência, da indiferença e do desprezo ante os dramas (a miséria, a pobreza, e outros) do chamado "próximo distante" (vide texto neste blog intitulado A Diferença Fundamental). A conseqüência dessa deterioração poderá resultar em uma série de conflitos, em diversos espaços do mundo, por motivos étnicos e religiosos, ou por fortes contrastes socioeconômicos entre classes em países de alta concentração de renda. Somar-se-iam a esses conflitos os assassinatos pelos mais diversos motivos, muitos dos quais fúteis e que guardam intensa relação com uma cultura na qual o ter se sobrepõe ao ser e à riqueza das relações e das construções humanas visando ao bem comum.
Em suma, o estado de guerra abrangente constante no parágrafo anterior ameaçaria seriamente a sobrevivência da espécie humana a partir do instante em que as mesmas armas de destruição em massa, usadas por nações ou agrupamentos considerados terroristas, caíssem em mãos de grupos em guerra civil.
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Quarta-feira, Julho 18, 2007
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Terça-feira, 17 de Julho de 2007
A Diferença Fundamental
A valorização do eu (ou do si) existe tanto por parte dos contrários às vertentes da ideologia neoliberal e anarco-capitalista (de direita), como dos adeptos de alguma dessas duas vertentes. Não é incomum, em um mundo no qual grande parte dos países é dominada por governos que aplicam e continuam aplicando determinações da ideologia da exclusão e da satisfação do si mesmo (esta é das formas pelas quais me refiro às ideologias liberal e anarco-capitalista), encontrarmos pessoas fortemente centradas em si, voltadas apenas para a satisfação de suas próprias necessidades básicas, e igualmente de desejos de cuja satisfação possa prescindir sem que isso coloque em risco sua própria vida, ou a coloque em condição subumana.
No que se refere à valorização do nós, há uma pequena mudança em relação ao si, e esta consiste em incluir o nós no si (no si mesmo). A fim de tentar deixar isso mais inteligível, imagine um pai, ou uma mãe, que além de estar voltado para a satisfação de suas próprias necessidades, sejam elas essenciais a sua própria vida e dignidade ou não, manifesta afeto, preocupação e desejo de proteção a seus próprios filhos, ao seu cônjugue e a alguns poucos entes queridos. Inclua nesse círuculo restrito, igualmente, alguns poucos amigos(as) neste "nós fortemente associado ao si". Frise-se também que, às vezes, de tão forte a ligação de um ser com o outro (uma mãe em relação a seus filhos, por exemplo), o si confunde-se com o nós. Ainda dentro deste "nós fortemente associado ao si", pode-se incluir aqueles casos em que grupos de pessoas se unem para a defesa de interesses em comum, e que causa a impressão de um esforço por uma causa coletiva, mas que, em parte dos casos, na realidade trata-se de uma defesa voltada para seu próprio interesse, o que faz com que esse nós seja nada mais do que o si (o si mesmo).
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Terça-feira, Julho 17, 2007
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007
Aos Educadores e Educadoras
Sobre a conscientização dos alunos no que tange ao ideário neoliberal, creio que se trata de uma tarefa bastante difícil, pois existem conceitos dificílimos de serem compreendidos por alunos com a média de idade entre 13 e 17 anos (imaginando que esta seja a faixa etária dominante entre os que cursam o 2º grau, mas de forma alguma excluindo os que têm idade inferior ou superior às idades citadas), por exemplo. Contudo, creio que existam formas de associação através das quais possamos fazer com que eles saibam diferir o ideário neoliberal dos outros ideários (o comunista, o socialista, os verdadeiros ideários social-democrata e trabalhista, o nacionalista com componentes keynesianos, o anarquista de esquerda e outros). O importante é fazermos isso da forma mais honesta possível, sem maniqueísmo, a fim de que no futuro, se alguns deles se transformarem em Arnaldos Jabores, Diogos Manardis, Olavos de Carvalhos e Reinaldos Azevedos (infelizmente essa é uma possibilidade significativa), não haja base para sermos acusados de maniqueístas por parte deles.
A tentativa de "tradução" de diversas linguagens técnicas existentes em diversos campos do conhecimento (da Economia, da Política, da História, da Geografia, da Filosofia e outras) para uma linguagem compreendida pelos jovens, a fim de que eles apreendam o que é neoliberalismo (e outros vocábulos e termos associados a esta ideologia), passou a ser um de meus grandes sonhos, mas este dificilmente será concretizado. Mesmo assim, considero fundamental fortalecer as bases teóricas dos que imaginam se opor ao neoliberalismo, a fim de que, se algum destes deixarem de se opor a esta ideologia, o façam com plena consciência dessa escolha, sabendo que estão deixando a ideologia na qual o outro, o chamado "próximo distante" (leia os textos "O cliente em primeiro lugar e o inseto asqueroso do Homo sapiens ... em último" e também "A diferença Fundamental", constantes neste blog) é alguém, é um ser humano como nós, é parte de nós, e indo para uma outra na qual outros só existe o si e os poucos com os quais há forte ligação afetiva. O outro, o chamado "próximo distante", ou não existe ou existe porém por ele se nutre um sentimento de desprezo, ou uma combinação e/ou alternância deste sentimento com o "sentimento" de indiferença (Em que consiste a indiferença? no vazio de sentimento ou em uma variação do sentimento de desprezo?).
Obs.: em diversos pontos modifiquei o texto original, que era bem menor do que este e não se aprofundava tanto nas questões aqui abordadas, para adaptá-lo a este blog.
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Segunda-feira, Julho 16, 2007
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Domingo, 1 de Julho de 2007
O Gasto do Governo com Juros
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Domingo, Julho 01, 2007
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O Cliente em Primeiro Lugar, e o Inseto Asqueroso do Homo Sapiens, ... em Último
Em um mundo dominado pela ideologia da exclusão e do endeusamento do si mesmo, existem apenas as primeiras pessoas do singular (eu) e do plural (nós), sendo que, nesta última, não estão incluídas as pessoas as quais não estamos fortemente ligados afetivamente (leia o texto "A diferença Fundamental", aqui mesmo neste blog, para melhor compreender esta minha reflexão). Qualquer pensador que observe o sistema dominante, a não ser que esteja petrificado pela ideologia mencionada, muito provavelmente chegará à conclusão de que inexistem, para as pessoas eivadas por essa ideologia, os que não estão clientes.
Eis alguns exemplos. Quantos de nós receberam telefonemas de bancos, instituições financeiras e de cartão de crédito em que o(a) operador(a) de telemarketing, já no início, exalta a nossa credibilidade e nos faz sentir "o cara" ou "a mina" dentro do sistema excludente, para, pouco depois, nos oferecer a abertura de uma conta bancária associada a um sistema de cartão de crédito? Quantos de nós não foram abordados, quase puxados pelo braço, por representantes dessas mesmas instituições nos propondo a feitura de um cadastro para posterior concessão de empréstimo, sem que sequer precisemos dele. Esses são apenas dois exemplos, coincidentemente ligados à atuação de um dos ramos do capitalismo (o capitalismo financeiro) de uma caça frenética a Homo sapiens que estão (frise-se) clientes.
De modo algum culpo os que estão a serviço de empresas e instituições financeiras executando esse trabalho. Muitos destes são vítimas do sistema, e não seus cúmplices. Aqui meu objetivo é mostrar aos leitores o quanto o sistema capitalista em sua vertente neoliberal endeusa, por um lado, o ente chamado cliente, e, no entanto, por outro, nutre profundo desprezo e/ou indiferença por aqueles que estão na condição de dependentes do trabalho para a subsistência. Para constatar isso, examine-se o tipo de vínculo empregatício, a insalubridade do trabalho e o salário desses prestadores de serviço (não os chamo de funcionários porque sei que a grande maioria, quando não todos, está contratada por empresas prestadoras de serviço, e não pela empresa principal, a qual, muitas vezes, grande, poderosa financeiramente e de renome).
Diante do exposto e de fatos que podem ser observados em nosso dia a dia, constata-se que, sob o sistema capitalista neoliberal, o cliente é um deus o qual deve ser bajulado e servido, especialmente quando da simples possibilidade e da efetivação da compra ou contratação de um serviço, e o próximo distante (condição na qual se encontra aquele que depende do trabalho para a sobrevivência), um inseto asqueroso.
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Sábado, 23 de Junho de 2007
A Linguagem Ininteligível Usada por Adeptos do Neoliberalismo.
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Sábado, 2 de Junho de 2007
O Brasil João-ninguém de Acordo com Muitos Neoliberais
Trata-se de uma estratégia da direita neoliberal já bastante surrada, diga-se de passagem, na qual o país assimila a pecha de um grande brasil-joão-ninguém perdido no meio da América Latrina e que precisa urgentemente aprofundar-se nas reformas neoliberais (também chamadas por outros nomes, como, por exemplo, reforma do Estado, reformas estruturais e por aí vai) para somente a partir delas crescer prá @#%$!*&%#@*, e somente após esse tal crescimento haveria mais renda e mais riqueza, as quais seriam distribuídas através de mecanismos de mercado, e, a partir disso, todos (ou pelo menos grande parte dos brasileiros) passariam a viver felizes e felizes para sempre.
Continuem depreciando o Brasil e a América Latina, caros tecnocratas, empresários, banqueiros e intelectuais liberais sui generis, e a dizer que "o país necessita urgentemente de reformas de cariz liberal (ou neoliberal) para se transformar nos grandes Estados Unidos do Brasil da América do Sul. Quem sabe vocês consigam convencer a muitos dos que os lêem e os ouvem, e eles passem para a banda de vocês, aí para a banda da elite neoliberal globo-vejista, e como consequência os ajudem a exigir mais e mais reformas de cunho capitalista selvagem. Afinal, poderosos veículos de comunicação para vocês defenderem as referidas reformas não faltam.
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Sábado, Junho 02, 2007
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Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007
A Argentina e as Reformas Neoliberais
Já li algumas defesas de teses de liberais de diversas vertentes (liberais-clássicos, liberais-conservadores e afins) para justificarem o desastre econômico e social argentino, e a maior parte delas aponta a insuficiência das reformas de cunho liberal para ter acontecido tal desfecho. Inclusive, lembro-me de ter ouvido e lido diversos economistas de alguma vertente liberal dizerem ou escreverem que a reversão de algumas partes das reformas havidas, bem como a renegociação da dívida pública daquele país (chamada por muitos desses liberais de "calote"), conduziriam novamente a Argentina à situação anterior a dos governos neoliberais, com inflação e caos econômico e social (e não é por nada não, mas senti nesses comentários e escritos bastante raiva pelo abandono das reformas neoliberais por parte do presidente Néstor Kirchner, e também forte "vibração" para que os "passos atrás", dados por esse presidente, resultassem em nova catástrofe).
Mas gostaria de ler mais explicações dos defensores da ideologia liberal (ou neoliberal) sobre as causas da catástrofe social e econômica desse país latino-americano. E isso poderia ser feito aqui mesmo, através do espaço destinado aos comentários a este texto.
1) Por que as reformas neoliberais dos anos 90 (1991 a 2000) e início deste século não foram suficientes para que houvesse uma diminuição significativa da indigência e da pobreza na Argentina? (Imagino que este não deveria ser um objetivo das reformas, pelo menos na visão do liberalismo clássico, mas vou deixar a pergunta da forma como está, pois existem liberais que se disfarçam de preocupados com a exclusão de amplas parcelas da população do processo produtivo e de consumo).
2) Que raios de gastos foram feitos pelas províncias argentinas que acabaram por sabotar todo um receituário neoliberal que vinha sendo aplicado, e que, segundo diversos liberais, não fosse esses malditos gastos teria alçado a Argentina às portas do Primeiro Mundo tal qual o Chile?
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Francesco de la Cruz
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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
A Lista de Schindler Brasileira
Gostaria muito que houvesse um Steven Spielberg brasileiro e visceralmente contra o neoliberalismo, que produzisse um filme que nada perdesse comparado à Lista de Schindler produzida pelo diretor norte-americano, e que abarcasse o drama (a sub-vida, a vida sem vida) dos moradores e moradoras de rua das grandes e médias cidades brasileiras.
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Francesco de la Cruz
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Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
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