Esses sentimentos de aversão aos representantes de certos governos europeus que abarcam desde o final da Idade Média até a consolidação da tomada do poder político pela burguesia acaba se transferindo em algum momento para os que viriam a ser os funcionários públicos do após Segunda Guerra Mundial, quando se formou, em vários países europeus, o chamado Estado de bem-estar social [4], regulamentador e interventor nas atividades econômicas, o qual certamente teve de aumentar o quadro de seus funcionários para dar conta das novas tarefas que lhe foram confiadas.
À indignação (e até o ódio) dos mais ricos e remediados pela maior cobrança de tributos, por parte do Estado, para fazer frente a suas novas funções de regulamentação e intervenção na Economia, e para a montagem da estrutura e a aplicação da redistribuição de renda através do pagamento de aposentadorias (regidas pelo sistema de repartição), seguro-desemprego e benefícios diversos de assistência social aos mais pobres, bem como para o pagamento de funcionários públicos necessários a essa nova estrutura do Estado, somam-se às ideias de pretensa "racionalidade econômica" vindas de discípulos de Friedrich August von Hayek e Milton Friedman, entre outros, os quais defendiam o chamado Estado mínimo e consideravam inúteis todo e qualquer trabalho que não fosse enquadrado como "produtivo", custeado e financiado por empreendedores privados e executados por trabalhadores a serviço desses.
Este texto ainda está "em construção", devido a minha falta de tempo disponível (e em razão do cansaço durante a semana) para dar-lhe embasamento em fontes conceituadas e fidedignas, pela dificuldade da construção do texto, em si, e também em razão de sua complexidade e minha grande dificuldade em concluí-lo.
Abaixo, observações e fontes referentes aos vocábulos, termos, nomes e referências (históricas, geográficas, filosóficas, de pensamento econômico, etc) citados no texto, os quais vêm seguidos de números entre colchetes [ ] e em tamanho pequeno.
1) Atentem para o fato de que governo e Estado são dois entes diferentes, e que igualmente encerram conceitos diferentes. Cuidado para definições enviesadas destes dois entes que proliferam na Internet.
2) Sobre Matheus - Bíblia on line
"Mateus era publicano, ou recebedor da alfândega nos domínios de Herodes Antipas, em Cafarnaum, porto do mar da Galiléia. Foi nesta cidade que Jesus habitou, depois de ter saído de Nazaré - e provavelmente tinha Mateus ouvido nesta mesma povoação os discursos do Divino Mestre e observado os Seus milagres. Deste modo teria sido preparado para obedecer à chamada de Jesus. Com efeito, estando sentado na sua tenda à beira da estrada, tudo deixou para o seguir (Mt 9.9). Depois ele mostrou a sua afeição ao Mestre e o seu interesse pela felicidade espiritual dos seus antigos companheiros, convidando um grande número de publicanos para uma festa, em que se oferecia a ocasião de ouvir o Divino Pregador. Foi escolhido por Jesus Cristo para ser um dos doze apóstolos (Mt 10.3), e estava com os outros discípulos no cenáculo depois da ascensão (At 1.13)."
3) A Imoralidade de Robin Hood - versão liberal e anarcocapitalista de Robin Hood
4) A Era dos Extremos - O Breve Século XX - 1914-1991
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