sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A força destruidora e autodestruidora
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sexta-feira, dezembro 21, 2012
0
comentários
domingo, 9 de dezembro de 2012
Financeirização, oligopolização e barbárie
Percebe-se, nas entrelinhas dos muito bons textos de Chesnais, apesar de dito de outra forma, que um dos pilares fragilmente estruturados do sistema capitalista neoliberal são empréstimos, nas suas mais variadas formas, que são utilizados para de um lado gerar mais lucros para uma minoria (a elite financeira e dos grandes oligopólios), e de outro para possibilitar que classes sociais fortemente espoliadas pelo próprio sistema possam retroalimentar o mesmo sistema excludente e espoliador sem que os estruturadores desse sistema se preocupem com seu caráter autodestrutivo.
François Chesnais - Sin Permisso e Carta Maior
09/07/2012
François Chesnais - Sin Permisso e Carta Maior
20/07/2012
Postado por
Francisco de la Cruz
às
domingo, dezembro 09, 2012
0
comentários
sábado, 3 de novembro de 2012
Resistência ao Neoliberalismo
Ajudem-nos, por favor, a conscientizar as pessoas do que significa a implantação da ideologia neoliberal, da ideologia fasciliberal (mistura de liberalismo ou neoliberalismo aplicado no campo econômico com o fascismo aplicado nos campos político, social e institucional) e do anarcocapitalismo no mundo real.
O texto supra consta (ou constava) da descrição da comunidade Resistência ao Neoliberalismo, que foi criada por mim no Orkut em junho de 2005 e, após atingir o número de mais de cinco mil filiados, está se extinguindo aos poucos para o alívio de muitos defensores da ideologia que transforma seres humanos em lixo ambulante não-reciclável, e destroi o ecossistema sem preocupar-se com as consequências, pois a avidez por poder e riqueza é muito mais forte. O apelo, ao final do texto, continua válido, principalmente com os fatos de que temos tomado conhecimento sobre a Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda, Itália, Inglaterra e tantos outros, para os quais a ideologia neoliberal se impõe com força revigorada.
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sábado, novembro 03, 2012
0
comentários
terça-feira, 30 de outubro de 2012
A Criminalização das reivindicações sociais na Espanha
Indignados não se intimidam com repressão e voltam às ruas
28/10/2012
Postado por
Francisco de la Cruz
às
terça-feira, outubro 30, 2012
0
comentários
domingo, 28 de outubro de 2012
A reeleição de Chavez - outubro de 2012
Coloquei também um link para o bom artigo de Antonio Martins intitulado “A vitória de Chavez e seus significados”.
Povo venezuelano derrota a oligarquia e o imperialismo
A vitória de Chaves e seus significados
Sítios de notícias favoráveis ao sistema capitalista neoliberal reconhecem a vitória de Chavez na eleição venezuelana de outubro de 2012
1) Chavez é eleito para o quarto mandato seguido na Venezuela
2) EUA elogiam alta participação de venezuelanos em eleição
3) OEA atesta bom andamento das eleições na Venezuela
4) Chávez vence eleição e governará Venezuela até 2019
5) Reeleito, desafio de Chávez é se adaptar ao Mercosul
Postado por
Francisco de la Cruz
às
domingo, outubro 28, 2012
0
comentários
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
O papel das OS (organizações sociais) no sistema neoliberal
O provável início da implantação dos contratos de gestão entre um governo e as entidades ditas sem fins lucrativos deu-se no primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, lá pelos idos de 1998, em algum Estado ou município governado pelo PSDB ou partido coligado, quando as ideias neoliberais estavam muito mais fortes no Brasil (hoje, elas continuam fortes, mas muito mais pela força das repressões aos movimentos que as condenam do que pelo número dos que de fato creem nelas) tendo à frente do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado o hoje crítico do sistema neoliberal Luiz Carlos Bresser Pereira, e como secretária-executiva Cláudia Costin [1] .
Diferentemente dos liberais no campo econômico de diversas vertentes e dos anarcocapitalistas, os tecnocratas do PSDB e associados formularam uma estratégia um pouco diferente para tornar o Estado mínimo em setores que muito provavelmente causariam indignação na grande maioria dos usuários pobres se fossem simplesmente privatizados, optando então pelo firmamento de contratos de gestão entre o governo e as OS nas áreas de assistência média, ambulatorial e hospitalar e assistência social, entre outras. Com as OS, dar-se-ia e da-se a impressão de que o governo continua atuando no setor terceirizado para uma entidade “sem fins lucrativos”, mas no mundo real os grandes beneficiados são a elite econômica e os políticos que a representam.
Não há melhora significativa com a transferência de atividades consideradas “não típicas de Estado” para as OS, pois o montante de recursos destinados a essas atividades, os salários de muitos funcionários, a compra e manutenção de materiais e equipamentos essenciais permanecem aquém do necessário, além da instauração da mesma rotatividade de funcionários existente no setor privado e do sistema de compras da OS que não se submete ao mesmo controle existente nas licitações de órgãos públicos e estatais.
Em não havendo a mesma rigidez e controle de tais entidades públicas, não estatais e de direito privado quanto a suas compras de produtos, materiais e equipamentos, e na contratação de serviços, abre-se (talvez até se escancare) uma janela para que pessoas que façam parte da direção dessa entidade, políticos e empresários se locupletem, criando um círculo vicioso de corrupção e tentativa de perpetuação no poder das mesmas forças políticas em conluio com empresários, grupos econômicos e dirigentes dessas entidades.
A retórica da eficiência no uso dos recursos e na prestação de serviços ditos “não típicos de Estado” extinguindo ou substituindo pouco a pouco entidades públicas e estatais por entidades públicas não-estatais de direito privado “sem fins lucrativos” objetiva, em linhas simples, o que foi exposto nos parágrafos anteriores, além de contribuir significativamente para que a elite econômica nacional e transnacional apropire-se ou reaproprie-se de grande parte da renda e da riqueza distribuída para setores da classe média baixa e dos mais pobres que constituem os servidores públicos de entidades públicas e estatais agora submetidos à condição de servidores demissíveis sem justa causa, e a própria população de baixa renda que se vê obrigada a recorrer aos sistemas públicos de assistência médica, ambulatorial, hospitalar, social e outras sem melhorias significativas quando prestadas pelas tais Organizações Sociais (OS).
[2] Aqui se encaixam desde as diversas formas de renúncia na cobrança de tributos, ou de redução de tributos, por parte do Estado, de certos setores econômicos (das áreas industrial, comercial, financeira, de serviços e outras) que, segundo os governos adeptos de tal ideologia, contribuam para o aumento dos investimentos e geram empregos diretos e indiretos - pouco importando se se trata de empregos precários ou até de condição subumana -, até mais investimentos do Estado nos setores de infraestrutura (rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrelétricas, termoelétricas, e outros) ou concessão de tais setores por longos anos à iniciativa privada mediante contrato favorável a esta última e, por vezes, empréstimos subsiados que lhe sejam feitos por algum banco de fomento estatal (em casos recentes do Brasil, o BNDES).
Postado por
Francisco de la Cruz
às
quinta-feira, outubro 25, 2012
0
comentários
domingo, 14 de outubro de 2012
Desastre ambiental, miséria e guerra sem fim
Leiam, por favor, na íntegra com atenção e reflexão o muito bom texto de Noam Chomsky intitulado “Os temas que Romney e Obama evitam: desastre ambiental e guerra nuclear”, publicado no sítio La Jornada e transcrito para o da Carta Maior, e que serviu de base para o pequeno texto supra. Quem preferir localizar o link para matéria usando algum sistema de busca, faça-o com usando as palavras-chave contidas no link abaixo e seguidas de Noam Chomsky e La Jornada.
Os temas que Romney e Obama evitam: desastre ambiental e guerra nuclear
Noam Chomsky - La Jornada - 08/10/2012
.
Postado por
Francisco de la Cruz
às
domingo, outubro 14, 2012
0
comentários
domingo, 7 de outubro de 2012
O ódio das elites e dos reacionários a Hugo Chavez
O porquê do ódio a Chavez - escrito por Ignácio Ramonet
Postado por
Francisco de la Cruz
às
domingo, outubro 07, 2012
0
comentários
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Alexis Tsipras e a destruição da Grécia
Abaixo, entre aspas e em itálico, alguns trechos da entrevista de Alexis Tsipras.
“A Grécia se converteu em um experimento ultra-liberal, em um porquinho da índia. Aqui se colocou à prova a política do choque para logo em seguida ampliá-la para o resto da Europa. Mas temos a reação da sociedade. As pessoas já não têm a vida cotidiana que tinham antes e são essas mesmas pessoas que reagiram para que as coisas mudassem. Com sua mobilização a sociedade ameaçou as elites de nosso país. Isso significa que estamos mudando a correlação de forças mediante o comportamento crítico das massas”.
“A política de choque liberal implementada na Argentina nos anos 90 sob as ordens do FMI também foi aplicada aqui. Estamos neste processo, lento mas destrutivo, um processo que se comporta de forma muito violenta contra os povos e os marginalizados: planos de ajuste, ataque contra os salários, desemprego”.
“... há algo que deve ser dito claramente: o neonazismo e a Aurora Dourada não são uma força anti-sistema. Não, trata-se de uma força do sistema dentro do sistema. É o braço mais forte do sistema que será utilizado se ele se sentir em perigo. O único perigo para nosso país são as políticas neoliberais, a troika (FMI, Banco Central Europeu e União Europeia) e o movimento neonazista, que é um aliado deles para seguir neste caminho”.
“Na Grécia, o partido que representa a social democracia, o PASOK, não se diferencia em nada da direita. É uma cópia. Por isso nossa esquerda pode se converter em um polo de alianças com autêntica base social e popular”.
Elites europeias estão causando retrocesso de décadas
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sexta-feira, setembro 21, 2012
0
comentários
domingo, 9 de setembro de 2012
Auschwitz sem cercas
Esses miseráveis estão livres, mas, ao mesmo tempo, estão aprisionados.
Postado por
Francisco de la Cruz
às
domingo, setembro 09, 2012
0
comentários
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Haverá alguma saída?
E se não houver saída alguma?
Os links abaixo, acompanhados de números, remetem a sítios e textos para que o leitor compreenda melhor algumas citações de conceitos, nomes, fatos históricos e outros utilizadas no texto em parte transcrito, ou mesmo em alguns de meus comentários.
Postado por
Francisco de la Cruz
às
quinta-feira, agosto 23, 2012
0
comentários
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Antonio Cândido e o socialismo
Aos poucos que passam por meu blogue e oxalá leiam algumas linhas dos textos que aqui coloco, peço que acessem o link logo abaixo, ou, se preferirem, digitem em algum sistema de busca as seguintes palavras-chave: "O socialismo é uma doutrina triunfante" e "Brasil de fato".
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sexta-feira, julho 13, 2012
3
comentários
sábado, 23 de junho de 2012
Adjetivos adulterados
Nova correlação de forças na Grécia é inédita na Europa
Candidato de direita vence eleições na Grécia e tranquiliza a Europa
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sábado, junho 23, 2012
2
comentários
sábado, 26 de maio de 2012
A Argentina antes de Néstor e Cristina
Em 2001, sob o governo de Fernando De La Rua, a grande maioria dos argentinos sofria com o desemprego, o subemprego, a pobreza, a miséria e a desassistência por parte do Estado resultantes de uma política econômica neoliberal iniciada em 1989, sob o governo de Carlos Menem, que no início e até certa altura desse governo até foi capaz de criar expectativas positivas em muitos argentinos, iludidos com a estabilização dos preços após a implantação do currency board [1],em 1991, e da expectativa de melhora de suas vidas.
Recém saídos de uma repressora, homicida e genocida ditadura militar que durara de 1976 até 1983, e de um processo hiperinflacionário sob o governo de Raul Alfonsin (1983 até 1989), a maioria dos argentinos ansiava por melhores condições de existência, o que habilmente foi explorado por Carlos Menem, seus tecnocratas e seus seguidores na elite econômica para implantar as reformas neoliberais como condição sine qua non para que os preços se estabilizassem.
O que conhecemos por neoliberalismo foi sendo construído ainda no final da Segunda Guerra por pensadores como Friedrich August von Hayek e Milton Friedman, em oposição às políticas econômicas keynesianas e favoráveis ao Estado de bem-estar social predominantes em vários e importantes países europeus daquela época, mas que só obteve força como alternativa e como sistema econômico dominante a partir da segunda metade dos anos 1970, com a chegada de Margareth Thatcher ao poder na Inglaterra, em 1979 [2] .
Em 1989, na cidade de Washington, houve uma conferência entre tecnocratas do governo norte-americano, de países ditos subdesenvolvidos, do Institute for International Economics e de instituições multilaterais tais como o FMI e o Banco Mundial na qual foram elencadas uma série de medidas econômicas destinadas a, entre outros objetivos declarados, combater a inflação, “modernizar” as economias e estimular o crescimento econômico dos países subdesenvolvidos, mas que, entre os não claramente expostos e reconhecidos, constavam os muitos ganhos a serem obtidos pelas empresas transnacionais, bancos e investidores nacionais e estrangeiros com a adoção das medidas econômicas preconizadas, ao final dessa conferência, pelo que passou a ser chamado de “Consenso de Washington" [3] .
Foi sob este contexto favorável à implementação das recomendações do Consenso de Washington que Carlos Menem e seu poderoso ministro da Economia, Domingo Cavallo, diminuíram fortemente as tarifas alfandegárias e outros impedimentos às importações de produtos, desregulamentaram e reduziram fortemente os impostos sobre os investimentos especulativos no mercado financeiro argentino e aqueles feitos no setor produtivo (estes, sob o domínio neoliberal, sempre foram minoritários em muitos países subdesenvolvidos e “emergentes”) com algum auxílio ou subsídio do Estado [4] , e privatizaram empresas de capital majoritariamente estatal de serviços públicos essenciais ou de produção estratégicos.
Ainda sob este contexto, reduziram significativamente os direitos trabalhistas dos que dependiam do trabalho para subsistir facilitando as demissões, precarizando as condições de trabalho e disseminando os processos de terceirização, além de forçarem a privatização do sistema previdenciário e extinguirem muitos dos sistemas de assistência social outrora financiados pelo Estado, entre outras providências inspiradas no mencionado Consenso e no ideário neoliberal.
A despeito de índices de desemprego e subemprego que começavam a se mostrar altos, principalmente para os mais pobres e com menor qualificação profissional, bem como dos sinais de aumento da miséria e da pobreza, o currency board foi eficiente para iludir parte significativa dos argentinos, como já foi dito, em razão da estabilidade dos preços de diversos produtos e serviços, e do aumento do poder de compra da moeda utilizada por eles, entretanto essa ilusão para grande parte desses ludibriados começou a se transformar em pesadelo a partir das crises do sistema financeiro e das economias de países asiáticos (Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia e outros da região), em 1997, da Rússia, em 1998, e do Brasil, em 1999, fruto do refluxo ou direcionamento dos investimentos para os títulos e outros investimentos mais seguros dos países ditos desenvolvidos, além do déficit em suas balanças comerciais (exportação de produtos menor do que a importação dos mesmos) e de transações correntes (índice negativo de diversos tipos de transação com o exterior) desses países causadas principalmente pela apreciação de suas moedas com relação ao dólar.
Assim, atrair ou manter os investimentos que davam sustentação ao currency board e a estabilidade dos preços passou a exigir a implementação e o aprofundamento de muitas das medidas econômicas recomendadas pelo Consenso de Washington e pelas instituições multilaterais tais como o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio (antigo GATT), as quais foram citadas em parágrafo anterior, e que resultavam na implantação de um Estado mínimo para as áreas de proteção e desenvolvimento social (previdência, assistência social, educação elementar, intermediária e universitária, assistência médica e outras), e igualmente mínimo nos setores de regulamentação, fiscalização (dos mais diversos tipos) e de tributação, além da exigência de privatizações de atividades e setores essenciais à vida e à dignidade humanas (o de fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, por exemplo) e estratégicas (os de recursos minerais e energéticos, entre outros), e da consequente demissão de funcionários públicos ou de empresas de economia mista que atuavam em todos esses setores.
Grande parte dos argentinos provavelmente queria a continuidade da conversibilidade de seus pesos em dólar, e obviamente da estabilidade (e, antes dela, a diminuição de alguns) dos preços de produtos e serviços, mas não queria a imposição dos sacrifícios que lhes estavam sendo impostos pelo governo Menem até então para atingir tal objetivo; de igual forma, ansiavam pelo crescimento econômico do país que poderia - segundo suas expectativas - recriar os postos de trabalho fechados e criar novos empregos . E foi tendo em vista essas expectativas que, nas eleições de 1999, elegeram Fernando de la Rua, líder de uma coalizão de partidos opositores do governo Menem, a Frepaso, para a Presidência da República.
Fernando De la Rua assumiu a Presidência da República no ano seguinte, 2000, e prosseguiu com as reformas estruturais do governo anterior tendo à frente da condução da Economia inicialmente José Luís Machinea e, posteriormente, com a renúncia deste, Ricardo Lopez Murphy, que proprôs um ajuste fiscal [5] ainda mais draconiano do que o proposto por seu antecessor, sob o pretexto de que isso traria mais investimentos ao país fazendo-o romper o ciclo recessivo.
De la Rua desejava sair do ciclo recessivo em que a Argentina estava mergulhada havia mais de dois anos e foi uma das principais razões de ele e o agrupamento de partidos que o apoiava terem sido alçados ao poder. Para atingir tal intento, manteve intactos os principais alicerces da ideologia neoliberal construídos sob o governo de Carlos Menem e Domingo Cavallo, a fim de atrair mais investimentos em dólar para dar sustenção ao currency board e, ao mesmo tempo, promover o crescimento da economia argentina.
Em março de 2001 ocorre a renúncia de Ricardo Lopez Murphy, que tentara de diversas formas impor uma reforma fiscal de cunho antissocial e própria de um Estado mínimo para as áreas essenciais à proteção à vida e dignidade dos marginalizados pelo sistema neoliberal, e assume, em seu lugar, o grande arquiteto e gerente do currency board, Domingo Cavallo, o qual perseguiria os mesmos objetivos de Lopez Murphy, porém com uma margem de manobra maior por ser uma autoridade venerada tanto pelos membros da elite econômica nacional e transnacional como também por parte significativa do povo, que o via como a solução para retirar a Argentina da recessão em que mergulhara, e para a manutenção do sistema de convivência das duas moedas, o peso e o dólar.
No entanto, a insistência do novo governo no convívio de duas moedas e na livre conversibilidade entre o peso e o dólar, mesmo sem ter o controle desta última moeda, e sem enxergar ou sem querer enxergar o que isso significaria em termos de perdas de emprego e diminuição do Estado nas áreas em que ele mais necessitava continuar atuando e ampliar sua atuação, insistência essa para atender aos anseios de muitos argentinos que queriam a livre conversibilidade de seus pesos em dólar, ou a própria dolarização da economia, sem atentar ou sem querer atentar para os efeitos colaterais dessas medidas, e no atendimento às elites econômicas nacional e transnacional que exigiam mais e mais medidas de austeridade, resultou no fracasso da política econômica aplicada à Argentina, conhecida por sua inspiração no Consenso de Washington e no pensamento de Milton Friedman.
Por fim, uma série de grandes protestos por todo o país levaram Fernando de la Rua à renúncia de seu cargo em ....
[4] Entre tais auxílios e subsídios podemos mencionar os próprios preços das ações das empresas estatais que foram privatizadas, quando leiloadas, ou nas injeções de dinheiro nessas empresas e nos aumentos de seus preços de produtos e serviços para que se tornassem atraentes aos compradores privados, ou mesmo através de empréstimos do governo, a juros subsidiados, aos novos proprietários de tais empresas.
[5] Ajuste fiscal é um termo técnico usado em Economia e, a grosso modo, significa .... A Quem quiser uma definição mais completa para o termo sugiro que consulte um muito bom Dicionário de Economia ou Livro-Texto de Economia que o defina considerando as diversas correntes e ideologias existentes no campo da Economia.
1) Argentina: uma crise paradigmática - Paulo Nogueira Batista Júnior
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142002000100006&script=sci_arttext
2) Nós e a Argentina - Paulo Kliass
http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5561
3) O colonialismo liberal europeu mostra a sua face - Eduardo Febbro - De Paris
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19996
4) O Consenso de Washington – Paulo Nogueira Batista Jr.
http://www.fau.usp.br/cursos/graduacao/arq_urbanismo/disciplinas/aup0270/4dossie/nogueira94/nog94-cons-washn.pdf
5) O Consenso de Washington - sítio conceitos e temas
http://conceitosetemas.blogspot.com.br/2009/03/consenso-de-washington-bases-e.html
6) Nove anos depois, Argentina relembra pior crise de sua história - matéria publicada no sítio Opera Mundi em dezembro de 2010
http://www.cartacapital.com.br/internacional/nove-anos-depois-argentina-relembra-pior-crise-de-sua-historia
7) Por que Buenos Aires enlouquece a mídia
http://www.outraspalavras.net/2012/04/23/por-que-buenos-aires-enlouquece-a-midia
8) A privatização das telecomunicações na Argentina
http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/anais_ivsimp/gt3/3_JoaoDeAlmeida.pdf
9) “36 mil trabalhadores foram despedidos durante a privatização da YPF nos anos 90”
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20027
10) Tragédia Alca-vallo - José Arbex Júnior
http://www.oocities.org/tampo_8/politica/arbex-alca-vallo.html
11) Entrevista de Carlos Menem à revista Veja, em novembro de 2000, quando nutria expectativa de retornar ao poder e decretar a dolarização total da economia argentina.
http://veja.abril.com.br/221100/entrevista.html
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sábado, maio 26, 2012
1 comentários
sábado, 7 de abril de 2012
Desindustrialização e mundialização do capital
Todas essas medidas econômicas contribuíram não apenas para a valorização da moeda nacional perante as outras moedas mais fortes, mas também para o aumento dos lucros e dividendos de diversas corporações, bancos e fundos de investimentos transnacionais.
Do mesmo modo, essa política econômica contribuiu para o aumento dos lucros dos que exportam para o Brasil produtos semi-manufaturados e manufaturados e que exploram seus trabalhadores ainda mais do que muitos países receptores de seus produtos, e lucram também com investimentos nos setores produtivos dos países receptores que em um primeiro momento são até bons para o país, dependendo da quantidade, qualidade e relativa estabilidade do emprego que oferecem aos trabalhadores brasileiros, e de igual modo devido às técnicas e tecnologias empregadas na produção de produtos e serviços que signifiquem maior produtividade e cuidado com o ecossistema, as quais poderão até ser copiadas pelas indústrias brasileiras.
No entanto, todo esse investimento cobrará obviamente seu retorno na forma de transferência de lucros e dividendos para seus investidores ou matrizes situados no exterior, podendo reduzir significativa e perigosamente as reservas em moeda estrangeira do país, e dar margem às manobras sabotadoras de "investidores" capazes de arruinar a vida econômica e a vida de milhões de pessoas em um país. Sabe-se, também, que muitas das empresas transnacionais que para cá trouxeram seus investimentos diretos utilizaram-se amplamente da terceirização (leia-se precarização) de diversos serviços e processos de produção no Brasil, aumentando ainda mais seus lucros, e pouca ou nenhuma tecnologia foi trazida por tais empresas e absorvida pela economia nacional.
O que compensou, até o momento, a saída de moeda estrangeira do país foi principalmente a exportação de minerais metálicos (ferro, alumínio, chumbo e outros), soja e farelo de soja, café em grãos, carne bovina, suína e de frango, petróleo bruto e outros produtos primários que geram poucos e localizados empregos, de baixo valor agregado, e que dificilmente contribuirão para um processo de crescimento econômico sustentável e com bons empregos em termos quantitativos e qualitativos para a maior parte dos que dependem do trabalho para subsistir dignamente.
1) Desoneração e Desindustrialização - autor: Paulo Kliass
2) Enxugando gelo para não tocar no essencial - autor: Gilberto Maringoni
3) Pacote não barra desindustrialização - autor: Wagner Gomes
Textos de apoio para melhor compreender alguns vocábulos e termos utilizados
1) Os minerais são recursos da natureza (para saber mais sobre as "commodities")
2) O conceito de valor agregado - por Renata Megumi Kimura (leia a partir da pág. 11)
. .
Postado por
Francisco de la Cruz
às
sábado, abril 07, 2012
0
comentários
Esta página foi visualizada em http://francescodelacruz.blogspot.com/2012
Data desta visualização: 29/8/2024 às 21:55:46